Confiança do consumidor paulistano registra queda de 0,4% em maio

O Índice de confiança do consumidor (ICC) paulistano teve uma leve queda de 0,4% em maio, para 120,6 pontos, ante os 121,1 pontos registrados em abril. Já na comparação com o mesmo mês de 2025, o índice em maio registrou um avanço de 7,9%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A escala do ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). A marca de 100 pontos é o limite que separa o otimismo do pessimismo.

Segundo a FecomercioSP, o resultado de maio é reflexo do ambiente econômico atual. Entre os principais fatores que estão influenciando negativamente o ICC está a taxa básica de juros (Selic), em 14,5% ao ano, o que torna o crédito mais caro e dificulta compras parceladas e financiadas.

Já pelo lado positivo, segundo a FecomercioSP, está o novo Desenrola Brasil, programa que oferece descontos de até 90% em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. 

“A FecomercioSP observa que o programa pode melhorar a percepção futura das famílias sobre a própria reorganização financeira, mas seus efeitos concretos sobre o consumo devem ser graduais e dependem da adesão efetiva, das condições oferecidas pelas instituições financeiras e da real capacidade familiar de pagamento”, disse a entidade, em nota.

Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio

Nos primeiros cinco meses do ano, foram vendidos 2.226.984 veículos novos, a segunda maior quantidade já registrada para o período desde 2011. O resultado foi 15,3% superior às vendas de igual período de 2025.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (2), são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade leva em conta as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos. 

“O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor, além da previsibilidade para investimentos”, destacou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

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Carro Sustentável 

De acordo com a Fenabrave, os veículos que foram incluídos no Programa Carro Sustentável, do governo do Brasil, tiveram aumento nas vendas de 31,4% em relação ao período anterior à implementação do programa. 

A comparação foi feita entre o período de 11 de julho de 2025 a 31 de maio de 2026, depois do início do programa, frente a 11 de julho de 2024 a 31 de maio de 2025, antes do início.

Híbridos e elétricos

Os segmentos de veículos e comerciais leves híbridos e também os veículos e comerciais leves elétricos puros foram os que apresentaram maiores crescimentos nas vendas nos primeiros cinco meses do ano, em comparação a igual período de 2025.

Com crescimento de 77,9% nesse comparativo, os automóveis e comerciais leves híbridos já somam 121.110 veículos vendidos até maio, contra 68.056 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado. 

Os elétricos puros tiveram 69.347 unidades vendidas no acumulado do ano, até maio, contra 24.635 comercializadas no mesmo período de 2025, registrando crescimento de 181,5% nos cinco primeiros meses do ano. 

A alta chega a 201,3% se for considerado o comparativo de vendas de maio deste ano com maio de 2025.

“O mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

Ações de petróleo, gás e combustível têm movimentação recorde na B3

 As ações de petróleo, combustíveis e gás bateram recorde de movimentação financeira em março na B3. O setor movimentou R$ 133,07 bilhões no mês, o maior volume financeiro registrado no primeiro quadrimestre do ano, superando janeiro (R$ 68,9 bilhões), fevereiro (R$ 56,7 bilhões) e abril (R$ 98,2 bilhões). O balanço do quadrimestre, divulgado nesta segunda-feira (1º), é da B3.

O avanço da movimentação do setor acompanha um período em que o petróleo chegou a operar próximo ou acima de US$ 100 por barril, influenciado principalmente pela guerra entre Estados Unidos e Irã.

No primeiro quadrimestre do ano, a Petrobras concentrou boa parte do movimento financeiro do setor, no mercado brasileiro. O volume de negociações com ações da companhia passou de R$ 34,6 bilhões em fevereiro para R$ 85,1 bilhões em março, um aumento de cerca de R$ 50 bilhões em um único mês.

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A movimentação também foi registrada em outras empresas do setor, como a Prio, cuja movimentação cresceu de R$ 10,4 bilhões em fevereiro para R$ 30,2 bilhões em março; e a Vibra, que aumentou de R$ 5,1 bilhões em fevereiro para R$ 6,4 bilhões em março.

“O movimento reforça que, em momentos de maior volatilidade externa, investidores tendem a aumentar o giro justamente em setores mais expostos a commodities – seja para aproveitar oportunidades ou ajustar posições”, destaca a B3, em nota.
 

Morte do fisiculturista Gabriel Ganley é investigada como suspeita

O fisiculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, de 22 anos, foi encontrado morto em sua casa, na rua da Mooca, na zona Leste da capital paulista.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o caso ocorrido nesse sábado (23) foi registrado no 42º Departamento de Polícia como morte suspeita.

“A vítima foi localizada caída no chão da cozinha pelo amigo. Não foram encontrados sinais aparentes de violência no local”, disse, em nota, a SSP.

A Integralmedica, marca de suplementos que o patrocinava, lamentou em nota o ocorrido.  

“Hoje perdemos muito mais do que um atleta talentoso e dedicado, com um futuro brilhante pela frente. Perdemos um influenciador do esporte que inspirava milhares de jovens diariamente com sua energia, disciplina e autenticidade.”

Dino nega pedido de soltura de Deolane Bezerra

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21) na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão do ministro, assinada ontem (23), foi publicada neste domingo (24). Na sentença, Dino disse que o STF não é a instância correta para o pedido de liberdade da influenciadora, presa por decisão em primeira instância.

“Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade.”

O ministro ressaltou ainda que, mesmo o STF fosse a instância adequada de julgamento, não concordaria com a soltura.

“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”.

Memória

Deolane Bezerra foi presa em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos em Barueri, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, a influencer recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau (SP), e fazia a lavagem do dinheiro da organização criminosa.

A advogada e influenciadora digital foi transferida na manhã desta sexta-feira (22) da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, para a Penitenciária Feminina da cidade de Tupi Paulista (SP), distante cerca de 667 km da capital paulista. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade abriga 873 presas.

Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

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Quem é Deolane

Deolane Bezerra tem 38 anos, e é famosa na internet, conhecida por ostentar sua riqueza nas redes sociais, com mais de 20 milhões de seguidores. 

Ela ficou conhecida após a morte trágica de seu então marido, o funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, que caiu da varanda do quinto andar de um hotel no Rio de Janeiro.

Ela estava hospedada junto de Kevin no mesmo hotel. As investigações da polícia concluíram que a morte do cantor foi resultado de um acidente. O caso foi arquivado.

Após o episódio, a advogada criminalista ganhou fama e fechou grandes contratos de publicidade.

O forte engajamento na internet levou Deolane para a TV e para o universo publicitário. Ela participou de um reality show e teve presença constantes em programas de TV em vários canais.

Mãe de três filhos, ela foi presa em 2024, no Recife (PE), pela Polícia Civil em operação que investigava um sistema de lavagem de dinheiro do crime organizado. A influenciadora era suspeita de participar do esquema.

BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras contra enchentes em BH

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (5) o financiamento de R$ 500 milhões para a prefeitura de Belo Horizonte realizar obras contra enchentes e adaptação climática.

As intervenções fazem parte do Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município e do programa BH Resiliente (Projeto Transformador Cidade Jardim).

Segundo o BNDES, as obras têm o objetivo de reduzir riscos de alagamentos e deslizamentos, ampliar áreas verdes, recuperar recursos hídricos e fortalecer a capacidade de adaptação da capital mineira a eventos climáticos extremos. 

De acordo com o governo do Brasil, do total do financiamento, R$ 480 milhões virão do Fundo Clima e R$ 20 milhões do BNDES Invest Impacto, programa voltado a investimentos públicos com foco na redução de vulnerabilidades socioeconômicas e na adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

“São R$ 500 milhões que estamos financiando só para o BH Resiliente, que é um projeto muito bem concebido: é uma mudança de percepção da cidade que dialoga com o aquecimento global e com os extremos climáticos”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. 

Entre as ações previstas estão a implantação da bacia de detenção do Parque Calafate, voltada ao controle de cheias; a implantação de parques; a desimpermeabilização de áreas concretadas e implantação de jardins de chuva na região central da cidade; a contenção de encostas em áreas de risco; a revegetação de encostas; a criação de unidades de conservação; e a recuperação ambiental de rios, nascentes e brejos. 

Com cerca de 2,3 milhões de habitantes, a capital mineira tem 389 mil moradores em áreas de risco e cerca de 307 mil, em favelas.

Hospedagens têm até amanhã para adotar check-in digital

Estabelecimentos de hospedagem – hotéis, pousadas, hostels e outros – têm até esta segunda-feira (20) para aderi à Ficha Nacional de Hóspedes (FNRH) Digital, conhecido como check-in digital.

O novo modelo foi implementado gradativamente pelo Ministério do Turismo desde novembro de 2025 e elimina o uso de formulários em papel no processo de check-in, pretende agilizar a recepção de viajantes e reduzir os custos operacionais das empresas do ramo.

Segundo o governo federal, a utilização do formulário digital será obrigatória.

“A FNRH Digital permite que o turista realize o preenchimento antecipado e automático de dados por meio do sistema gov.br. O registro pode ser finalizado em segundos, a partir de um QR Code do hotel, de um link compartilhado ou de um dispositivo oferecido pelo estabelecimento”, destaca o Ministério do Turismo, em nota. 

No caso de estrangeiros, a nova FNRH Digital não exigirá a necessidade de uma conta gov.br. Para menores de 18 anos de idade ou de pessoas incapazes, brasileiros ou estrangeiros, o registro será associado à FNRH do responsável legal.

Segundo o governo, o sistema está previsto na nova Lei Geral do Turismo (2025) e cumpre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“O Ministério do Turismo reforça que a adesão à plataforma requer adaptações por parte de hotéis e pousadas, independentemente de utilizarem sistemas de gestão próprios. A fim de auxiliar na preparação, o órgão organizou várias ações de orientação, como a publicação de um vídeo com as etapas do processo”, destacou a pasta.

As orientações do ministério podem ser vistas aqui.

No Dia dos Povos Indígenas, organizações cobram demarcações e proteção

Organizações indígenas se manifestaram neste domingo (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, pedindo a demarcação de suas terras. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacou que a demarcação é uma reparação histórica e que territórios são imprescindíveis para a vida do indígena.

“Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob ataque e nossos corpos continuam sendo alvo. Precisamos dos nossos territórios demarcados e protegidos. Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro. Território é onde plantamos, onde rezamos, onde enterramos nossos ancestrais e onde nossos filhos vão crescer”, disse a organização nas redes sociais.

A Apib ainda ressaltou a violência à qual os povos indígenas são submetidos e a exploração ilegal de territórios.

“Precisamos que parem de violentar nossos corpos e territórios. Garimpo ilegal, madeireiro, invasão, assédio, feminicídio: nada disso é tradição. Violência não é cultura. Demarcar é reparar. Não há soberania nem democracia sem território demarcado”.

A Apib é organizadora do Acampamento Terra Livre, em Brasília, considerado a maior e mais importante mobilização indígena no país. O evento ocorreu no início de abril e reuniu representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas.

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) pediu também a proteção e a demarcação dos territórios indígenas. A organização destacou que a destruição dessas áreas causa impacto diretamente no equilíbrio da Amazônia Brasileira, evidenciado nas secas extremas, queimadas e degradação ambiental.

“Os territórios indígenas estão sob ataque permanente, com o garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e grandes empreendimentos que avançam sobre a Amazônia, invadindo terras que deveriam estar protegidas. E isso não é um conflito isolado, mas sim um projeto contínuo de exploração sobre os nossos territórios”, disse a entidade nas redes sociais.

A Anistia Internacional também se manifestou no Dia dos Povos Indígenas e pediu urgência na devolução de terras e demarcação. “Só será possível falar em celebração quando os direitos de todos os povos originários no Brasil e no mundo forem plenamente garantidos”.

“Demarcar terras, proteger comunidades e respeitar modos de vida que mantêm vivas culturas, saberes e tecnologias ancestrais não é apenas uma reparação histórica. É garantir futuro. Quando esses direitos são violados, não se perde apenas o passado, perde-se também a possibilidade de amanhã”.

A Anistia ressaltou que os povos indígenas protegem cerca de 80% da biodiversidade global, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). “A resposta para a crise do presente já existe e ela vem de quem sempre esteve aqui. Defender os direitos dos povos indígenas é defender os direitos humanos”.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defendeu a valorização e reconhecimento dessas populações. “Os povos indígenas estão presentes em diversos espaços, assim como na Funai, seja diante das ações da política indigenista, seja na gestão da Fundação”.

“Com essa gestão indígena, avançamos na demarcação e na proteção dos territórios indígenas, além do fortalecimento dos direitos e na autonomia da gestão das terras indígenas”, acrescentou, nas redes sociais.