Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, entrou nesta segunda-feira (8) com recurso pedindo a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança.

No último dia  4 de junho, a juíza Elizabeth Louro, que presidiu o julgamento, concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. O júri havia decidido desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e condená-la pelo crime de tortura por omissão. 

Ao aplicar o perdão judicial, a juíza justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”. Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A defesa de Leniel Borel argumenta que “os jurados já haviam reconhecido a materialidade e a autoria atribuídas a Monique, bem como rejeitado a tese absolutória apresentada pela defesa”.

“Contudo, na sequência da votação, foram submetidos a novos quesitos cujas respostas se mostraram incompatíveis com as conclusões anteriormente alcançadas pelo próprio Conselho de Sentença, gerando contradição interna no veredicto e comprometendo a correta interpretação da vontade soberana dos jurados”, destaca o advogado Cristiano da Rocha Medina, que representa Leniel Borel.

Segundo o recurso, o perdão judicial “impede a identificação inequívoca da real manifestação do Conselho de Sentença”. A defesa requer a anulação do julgamento e a realização de novo júri.

“O respeito à soberania dos veredictos pressupõe que a vontade dos jurados seja manifestada de forma clara, coerente e livre de contradições. Quando há dúvida objetiva sobre o alcance das respostas fornecidas pelo Conselho de Sentença, impõe-se a realização de novo julgamento para que a decisão reflita, de maneira inequívoca, a vontade dos jurados”, conclui.

De acordo com o promotor de Justiça, Fábio Vieira, que atuou no júri, o Ministério Público recorreu da decisão, “uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”.

Defesa de Jairinho

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021. 

A defesa de Jairinho também apresentou recurso nesta segunda-feira (8) contra a condenação. Os advogados alegam parcialidade da juíza Elizabeth Machado Louro. Segundo os advogados, a questão vem sendo levantada desde o início do processo e ganhou força após críticas feitas pelo Ministério Público e pela assistência de acusação em relação ao perdão judicial para Monique Medeiros.

A defesa sustenta que, “caso a Justiça reconheça vícios capazes de anular o julgamento de Monique Medeiros, o mesmo entendimento deve ser aplicado a Jairinho”.

Os advogados afirmam que um eventual novo júri deveria ocorrer sem as supostas nulidades apontadas ao longo da tramitação do processo.

Defesa de Monique

Os advogados que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular. 

Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

Monique Medeiros deixa a prisão no Rio; MP vai recorrer da decisão

A mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros, deixou na tarde desta quinta-feira (4) o presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, após ter recebido o perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri.

Por decisão do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio, Monique teve o crime desclassificado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A sentença, no entanto, será objeto de recurso por parte da Promotoria.

“A sentença será objeto de recurso, uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”, afirmou o promotor de Justiça Fábio Vieira, que atuou no júri.
 

Brasília -DF- 04/06 /2026 - Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão a Monique. Foto: Brunno Dantas/TJRJ

Já o padrasto de Henry, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021. O ex-vereador foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação.

Fábio Vieira ressaltou, em sua sustentação aos jurados, que o ex-vereador tinha histórico de agressões contra mulheres e crianças. Como exemplo, citou episódio mencionado pela própria Monique durante seu interrogatório, quando afirmou que “Jairo teria pulado o muro de sua casa e a enforcado por ciúmes”. Em relação à mãe de Henry, o promotor destacou que ela ignorou diversos sinais de alerta sobre o risco que Jairo representava para ela e para o filho.

“Monique, consciente e voluntariamente, enquanto mãe da vítima e garantidora legal de Henry Borel, omitiu-se de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para a consumação do crime de homicídio de seu filho, uma vez que, sendo conhecedora das agressões que o menor sofria por parte do padrasto e estando presente no local e no dia dos fatos, nada fez para evitá-las ou afastá-lo do nefasto convívio com o denunciado Jairo”, relatou o promotor.

Defesa de Monique

Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular. Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

No texto, a defesa diz que o processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre ela consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida.

Em cinco dias, dois PMs do Rio morrem com tiros de fuzil na cabeça

O sargento da Polícia Militar Adriano Pereira de Souza, de 36 anos de idade, morreu nesta segunda-feira (1º) pela manhã durante confronto com criminosos na comunidade do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, zona norte do Rio de Janeiro. 

O militar foi atingido com um tiro na cabeça e socorrido de helicóptero para o Hospital Central da corporação, no bairro do Estácio, mas já chegou sem vida. 

Adriano de Souza era lotado no 9º batalhão da PM, zona norte da cidade.

A ação tinha por finalidade restabelecer a ordem por meio da desarticulação e enfraquecimento das atividades criminosas locais e a retirada de barricadas, barreiras de concreto colocadas nas ruas da comunidade para dificultar as ações das forças de segurança do estado. 

Durante o patrulhamento por um dos pontos do complexo, as equipes apreenderam um fuzil e uma pistola. Não houve prisões.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte do policial. 

Outra vítima

Na quinta-feira (28), o subtenente da Polícia Militar André Luiz Cardoso Eccard, lotado no Grupo de Ações Táticas (GAT) do Batalhão de Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio, foi morto com um tiro de fuzil na cabeça, durante patrulhamento na Rua Virgínia Vidal, na comunidade da Covanca, bairro do Tanque, em Jacarepaguá.

Os tiros foram disparados por dois homens que ocupavam uma motocicleta. Outros dois policiais da equipe também foram atingidos por tiros na cabeça e outro foi ferido nas costas.

O subtenente Eccard não resistiu aos ferimentos. Ele tinha 49 anos e ingressou na corporação no ano de 2000. 

Os militares eram lotados no serviço reservado do batalhão e estavam num carro descaracterizado, quando foram atingidos por um dos motoqueiros armado com um fuzil.

Números

De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, este ano 51 agentes de segurança foram baleados na região do Grande Rio, sendo que 22 morreram e 29 ficaram feridos. 

Somente em relação aos policiais militares, 18 morreram. Adriano Pereira foi o 18º PM morto desde o início de 2026, e 23 sobreviveram.

Órfãos de vítimas de feminicídio passam a ter direito a pensão INSS

Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres.   Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio têm direito, a partir desta sexta-feira (29), a pensão especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A norma regulamenta a concessão do benefício no valor de um salário-mínimo.

De acordo com a norma, têm direito à pensão os menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade social cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a um quarto do salário-mínimo.

Além dos filhos biológicos, poderão receber o benefício enteados, menores sob guarda e tutelados que comprovem dependência econômica em relação à vítima.

A solicitação pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Documentação

O solicitante da pensão especial deve apresentar o documento pessoal de identificação oficial com foto da criança ou do adolescente ou, na impossibilidade deste, a certidão de nascimento.

Para os filhos menores de idade nesta situação deve ser apresentado um dos seguintes documentos que relacionem o fato a um feminicídio: 

  • auto de prisão em flagrante; 
  • denúncia, conclusão do inquérito policial; ou decisão judicial.

Se a pensão for devida a um dependente da mulher vítima de feminicídio, deverá ser apresentado o termo de guarda ou de tutela provisória ou definitiva.

Requerimento

O requerimento da pensão especial deve ser feito pelo representante legal dos filhos e dependentes da vítima do crime. Porém, é vedado que as crianças e adolescentes sejam representadas pelo autor, coautor ou participante do crime de feminicídio tanto para requerer quanto para administrar o benefício mensal.

O pagamento da pensão especial será devido a partir da data do requerimento. Portanto, não tem efeito financeiro retroativo à data de morte da vítima.

Polícia faz operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho

A Polícia Civil realizou nesta sexta-feira (29) mais uma etapa da Operação Contenção, voltada ao combate do braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que movimentou 435 milhões nos últimos quatro anos.

As equipes cumpriram 21 mandados de prisão no Rio de Janeiro e em outros estados, entre eles, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Investigações feitas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) indicam a existência de uma estrutura criminosa responsável por ocultar e lavar recursos ilícitos oriundos do tráfico de drogas. A polícia apurou movimentação financeira acima de R$ 435 milhões.

O esquema financeiro foi identificado a partir de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), análises bancárias, quebra de sigilos fiscal, telefônico e telemático. Cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais também realizados ao longo da investigação.

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Rabicó

O traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, principal alvo da operação, comanda o tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Rabicó é uma das principais lideranças do Comando Vermelho.

Ele não foi localizado pelas forças de segurança do Estado, mas a mulher dele, Raquel Nunes dos Santos Mendonça, foi presa e encaminhada para um presídio do estado.

A ação é resultado de investigação da DRE-CAP, que identificou a estrutura criminosa com atuação dentro e fora do estado, voltada à lavagem de dinheiro da facção criminosa.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual e os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado.

Empresas de fachada

As investigações conseguiram identificar conversas entre Rabicó e um homem apontado como operador financeiro da facção. Segundo a polícia, ele seria responsável por gerenciar os valores obtidos pela facção por meio de empresas de fachada, como ferros-velhos, depósitos em dinheiro em contas bancárias e emissão de notas fiscais falsas.

Empresas ligadas aos setores de reciclagem e comércio de sucatas realizaram transferências para contas vinculadas ao investigado e a empresas controladas por ele, informou a polícia.

Durante o monitoramento, equipes da DRE também localizaram áreas utilizadas para a queima de fios e cabos de cobre furtados das concessionárias de serviços públicos e estabelecimentos relacionados ao operador financeiro.

Cinco pessoas morrem em operação contra o tráfico de drogas no Rio

Cinco pessoas morreram e seis foram presas numa operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas nesta terça-feira (26), no Complexo do Chapadão, zona norte do Rio de Janeiro.

A ação policial tinha o objetivo de retirar as estruturas metálicas usadas pelo tráfico de drogas para impedir a entrada dos veículos das forças de segurança do estado, as chamadas barricadas.

Os policiais também visavam a recuperação de veículos clonados e roubados na região, principalmente motos, usadas para roubos e furtos. Os suspeitos feridos, após confronto com os militares do batalhão da PM de Irajá, foram levados para o Hospital estadual Carlos Chagas, mas não resistiram aos ferimentos.

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Na ação, três fuzis foram apreendidos, além de uma pistola e uma quantidade de droga ainda não contabilizada. Em 2026 a corporação apreendeu 324 fuzis, representando um aumento de 16% em comparação com o mesmo período do ano passado.

 De acordo com a PM, a maioria das apreensões ocorreu em regiões marcadas por intensos confrontos entre grupos rivais, em comunidades da capital e de municípios da região metropolitana, como Niterói e São Gonçalo.

Em nota, a corporação informou que “mantém operações com foco no combate ao crime organizado, especialmente contra grupos envolvidos em disputas armadas, roubos de veículos, roubos de cargas e domínio territorial de comunidades”. A nota informa ainda que, de acordo com levantamento do setor de inteligência “grande parte dos fuzis apreendidos no estado é de fabricação estrangeira, principalmente fabricada nos Estados Unidos”.

MP impede que contraventor Adilsinho retorne para o Rio de Janeiro

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve decisão favorável para que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, permaneça acautelado na Penitenciária Federal em Brasília, onde se encontra por força de decisão emitida pelo Juízo da 3ª Vara Federal Criminal em 26 de fevereiro deste ano. No pedido, acatado pela 1ª Vara Criminal da Capital, o Gaeco destacou a posição de liderança de Adilsinho em uma organização criminosa voltada à prática de crimes violentos.

O Juízo ressaltou que os fatos apresentados pelo MPRJ demonstraram que o grupo criminoso liderado pelo denunciado praticava homicídios vinculados ao comércio ilegal de cigarros do Paraguai e tinha envolvimento com o jogo do bicho, mantendo contato com órgãos de segurança estaduais.,

Por esse motivo, “a transferência para presídio federal se mostra necessária, para impedir eventual interferência do denunciado na colheita de provas e na intervenção de investigações”, destaca a decisão.

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Adilsinho foi preso em 26 de fevereiro deste ano, em sua casa de praia em Cabo Frio, na Região dos Lagos. De acordo com a PF, a prisão foi possível “após um trabalho aprofundado de inteligência, análise de dados e monitoramento, que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial, garantindo segurança e eficiência no cumprimento do mandado”.

“A ação visava desmontar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo”, acrescentou, em nota, a PF.

Assinatura digital do Gov.br alcança marco de 500 milhões de usos

O serviço de assinatura eletrônica do Gov.br alcançou no início de maio o marco histórico de mais de 500 milhões de assinaturas eletrônicas, garantindo custo zero aos usuários, além da redução de deslocamentos e filas em cartórios. 

Organizada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta permite que as pessoas assinem documentos em meio digital quando têm conta Prata ou Ouro na plataforma do governo do Brasil.

O uso da Assinatura Gov.br cresceu a partir de 2023, quando triplicou os acessos em relação ao ano anterior. De lá até agora, os números cresceram exponencialmente: mais de 100 milhões em 2024, mais de 200 milhões em 2025 e uma projeção, se mantida a média atual, superior a 280 milhões em 2026.

Para o secretário da Secretaria de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas,  isso se deve a facilidade que o instrumento proporciona para a população brasileira.

“Essa solução possibilita que você assine um documento com validade jurídica do seu celular, em qualquer lugar. Isso simplifica a vida das pessoas, pois é um serviço acessível e fácil de ser utilizado, além de eliminar o custo com cartório”, afirmou o secretário. 

A Assinatura GOV.BR é um entre os mais de 13 mil serviços disponíveis na plataforma Gov.br, sendo mais de 4,6 mil serviços digitais do governo do Brasil e outros mais de oito mil de estados e municípios. Atualmente, a plataforma possui mais de 176 milhões de usuários.

Prefeitura do Rio fecha Ciclovia Tim Maia após ondas de 2 metros

Rio de Janeiro -  Ciclistas, cariocas e turistas desfrutam da nova Ciclovia Tim Maia no dia de sua inauguração, a via conta com 3,9 km e liga o Leblon a São Conrado (Tomaz Silva/Agência Brasil)
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Devido a ressaca no mar do Rio de Janeiro, o trecho entre São Conrado e o Vidigal da Ciclovia Tim Maia foi fechado nesta segunda-feira (4). O protocolo de segurança foi acionado pela prefeitura da capital após as ondas ultrapassarem 2 metros de altura no costão do Vidigal.

A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ressaca para a cidade do Rio de Janeiro, com início às 18h de domingo (3) e término previsto para as 15h desta terça-feira (5). 

Surf

A praia de Itacoatiara, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, é reconhecida internacionalmente pelas ondas gigantes e potentes, especialmente na Laje do Shock. Na região, as ondas estão superiores a 3,5 metros de altura, o que atrai surfistas. 

Recomendações

Para a segurança dos banhistas durante o período de ressaca, o Centro de Operações Rio (COR-Rio) faz as seguintes orientações:

  • Evite banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca;
  • Não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso;
  • Os frequentadores de praias devem seguir rigorosamente as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros;
  • Pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa;
  • Evite pedalar na orla se as ondas estiverem alcançando a ciclovia;
  • Em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Shakira: esquema de segurança dará apoio a 2 milhões de pessoas no Rio

O governo do Estado preparou um amplo esquema de atendimento ao público, antes, durante e após o show da cantora Shakira, neste sábado (2), em Copacabana. A operação especial na orla, que deve receber pelo menos 2 milhões de pessoas, envolve forças estaduais e municipais (Polícia Militar (PM), Civil, Bombeiros e Guarda Municipal), que contam com estrutura especial para oferecer apoio efetivo aos fãs, em casos de identificação de qualquer tipo de irregularidade no bairro, incluindo delitos como furtos, assaltos e emergências médicas.

Policiais militares estarão posicionados em torres de observação ao longo do calçadão e da faixa de areia, ampliando o campo de visão e a capacidade de resposta das equipes. O monitoramento também conta com o apoio de uma base móvel da PM, que atua no acompanhamento em tempo real da movimentação do público. Já o Corpo de Bombeiros reforçou a presença de guarda-vidas em toda a extensão da orla do Leme e de Copacabana.

De acordo com a porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronal Cláudia Moraes, “em caso de qualquer tipo de problema, o cidadão procure imediatamente um ponto de apoio ou autoridade, porque a presença da polícia é massiva, bem visível e acessível em qualquer ponto do bairro, principalmente na orla”, afirmou. 

Segundo Cláudia Moraes, o policiamento será ostensivo, com agentes posicionados em toda a extensão do evento, além de tendas de atendimento na faixa de areia e equipes móveis. Para registro de ocorrência, o público poderá se dirigir à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), que funcionará como central de flagrantes, ou à 13ª Delegacia de Polícia (Ipanema). Também estará disponível a Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), que receberá bases temporárias de unidades especializadas da polícia.

A porta-voz da PM disse ainda que durante o evento, qualquer situação suspeita ou irregularidade poderá ser comunicada diretamente a agentes de segurança posicionados na área, em pontos de bloqueio ou nas tendas de apoio. 

Para atendimentos emergenciais, o público poderá acionar os telefones 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros. Equipes de saúde e salvamento estarão distribuídas ao longo da orla, com postos de guarda-vidas e grupos de intervenção rápida preparados para atendimento pré-hospitalar.

Prioridades

Casos de violência contra a mulher poderão ser registradas na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), enquanto situações envolvendo crianças e adolescentes serão atendidas pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Já crimes de intolerância poderão ser direcionados à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI).

Haverá também um posto avançado do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JETGE), com equipe voltada para agilizar o atendimento de possíveis ocorrências no próprio local do show. 

A megaoperação garante água gelada gratuita para atender os fãs, devido ao forte calor no Rio.

Dicas práticas: a quem vai assistir o show da Shakira. Evite portar grandes quantias em dinheiro; use apenas transporte regular ou aplicativos regulamentados; e guarde documentos em local seguro (de preferência, cópias digitais). 

Casos urgentes

– Ligue 190 (Polícia Militar);

– Acione o policial mais próximo ou procure uma das tendas de apoio da PM na orla;

– Em áreas de acesso, dirija-se a pontos de bloqueio e revistas com detectores de metal e reconhecimento facial:

– Lembre-se: drones e câmeras monitoram toda a região e denúncias rápidas ajudam na resposta imediata. 

Pontos de apoio:

– 5 tendas de apoio na faixa de areia;

– 78 torres de observação espalhadas pela orla;

– Centro de comando móvel na Praça do Lido;

– Postos de guarda-vidas ao longo da praia;

– Equipes com quadriciclos e motos para atendimento rápido;

– Atendimento médico e emergências/Bombeiros;